10 julho 2006

Bravo FIFA!

Cristiano Ronaldo não foi eleito "Melhor Jogador Jovem" do Mundial devido à falta de fair-play demonstrada durante o campeonato.
Melhor jogador do torneio: Zinedine Zidane; depois de agredir um adversário à cabeçada.
Sem comentários...

Circula por aí...


Como será que se diz "Grandessíssima besta" em Português do Brasil???

07 julho 2006

Recado

Cinco estrelas, Sanfona!

Nesse caso mando antes um recadito ao Sr. Scolari:

No fear


Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum.

E que tal Jonas? Para incentivo não está mal, hein?

No Sábado a única coisa que os pastores alemães vão ver é o traseiro do Cristiano Ronaldo, quando este sair disparado em direcção à baliza adversária.

Regresso às lides


Passada esta fase de enjôo pós meia-final, estamos a ganhar coragem para voltar às lides. Vamos procurar um texto ou uma imagem para dar alento aos rapazes.
Enfim... até logo!

Bom dia!

PORTUGAL

Maior do que nós, simples mortais, este gigante foi da glória dum povo o semideus radiante. Cavaleiro e pastor, lavrador e soldado, seu torrão dilatou, inóspito montado, numa pátria... E que pátria! A mais formosa e linda que ondas do mar e luz do luar viram ainda! Campos claros de milho moço e trigo loiro; hortas a rir; vergéis noivando em frutos de oiro; trilos de rouxinóis; revoadas de andorinhas; nos vinhedos, pombais: nos montes, ermidinhas; gados nédios; colinas brancas olorosas; cheiro de sol, cheiro de mel, cheiro de rosas; selvas fundas, nevados píncaros, outeiros de olivais; por nogais, frautas de pegureiros; rios, noras gemendo, azenhas nas levadas; eiras de sonho, grutas de génios e de fadas: riso, abundância, amor, concórdia, Juventude: e entre a harmonia virgiliana um povo rude, um povo montanhês e heróico à beira-mar, sob a graça de Deus a cantar e a lavrar!
Pátria feita lavrando e batalhando: aldeias conchegadinhas sempre ao torreão de ameias. Cada vila um castelo. As cidades defesas por muralhas, bastiões, barbacãs, fortalezas; e, a dar fé, a dar vigor, a dar o alento, grimpas de catedrais, zimbórios de convento, campanários de igreja humilde, erguendo à luz, num abraço infinito, os dois braços da cruz!
E ele, o herói imortal duma empresa tamanha, em seu tuguriozinho alegre na montanha simples vivia, paz grandiosa, augusta e mansa! -, sob o burel o arnês, junto do arado a lança. Ao pálido esplendor do ocaso na arribana, di-lo-íeis, sentado à porta da choupana, ermitão misterioso, extático vidente, olhos no mar, a olhar sonambolicamente... «Águas sem fim! Ondas sem fim!
Que mundos novos de estranhas plantas e animais, de estranhos povos, ilhas verdes além... para além dessa bruma, diademadas de aurora, embaladas de espuma!
Oh, quem fora, através de ventos e procelas, numa barca ligeira, ao vento abrindo as velas, a demandar as ilhas de oiro fulgurantes, onde sonham anões, onde vivem gigantes, onde há topázios e esmeraldas a granel, noites de Olimpo e beijos de âmbar e de mel!» E cismava, e cismava...
As nuvens eram frotas, navegando em silêncio a paragens ignotas... ? «Ir com elas...Fugir...Fugir!...»
Ûa manhã, louco, machado em punho, a golpes de titã, abateu, impiedoso, o roble familiar, há mil anos guardando o colmo do seu lar. Fez do tronco num dia uma barca veleira, um anjo à proa, a cruz de Cristo na bandeira... Manhã de heróis... levantou ferro... e, visionário, sobre as águas de Deus foi cumprir seu fadário.
Multidões acudindo ululavam de espanto. Velhos de barbas centenárias, rosto em pranto, braços hirtos de dor, chamavam-no... Jamais! Não voltaria mais! Oh! Jamais! Nunca mais! E a barquinha, galgando a vastidão imensa, ia como encantada e levada suspensa para a quimera astral, a músicas de Orfeus: o seu rumo era a luz; seu piloto era Deus!
Anos depois, volvia à mesma praia enfim uma galera de oiro e ébano e marfim, atulhando, a estoirar, o profundo porão diamantes de Golconda e rubins de Ceilão!

Guerra Junqueiro
Pátria - 1896 (Excerto)

Homenagem



Guerra Junqueiro
17.09.1850 /07.07.1923

05 julho 2006

Ave negra!

Tinhas que assistir ao jogo! Não tinhas mais nada que fazer meu panasca?

E ainda por cima à conta do erário público.

Vira o disco e toca o mesmo!

A França mereceu? Não!
Fomos roubados? Para variar...

Merecíamos outra sorte? NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO!

Quando chega a hora da verdade é sempre a mesma merda.

Às vezes acho que a única maneira de os Portugueses jogarem ao ataque no que quer que seja é correndo risco de morte. E aí meus caros, não se trata de uma ousadia de personalidade. É mero instinto animal.

Há vezes em que me orgulho mas também há outras em que me envergonho.

E não me venham com a história das vitórias morais e do já foi bom terem chegado onde chegaram. Cá para mim, melhor teria sido não terem passado da fase inicial. Poupavam-me a este embaraço de, uma vez mais, ter que assistir a 90 minutos de cobardia futebolística.

'Bora lá rapazes. Não custa nada



Alguma dúvida sobre quem vai mandar no galinheiro?

Baú de Recordações VIII

04 julho 2006

É falso!

O líder da distrital do Porto do PSD acusou, esta terça-feira, o primeiro-ministro de ter «mentido» aos portugueses e de ter demonstrado «incapacidade de gestão política» na aplicação do programa Simplex (...).

TSF, 04.07.06

Ora a Ala, que é um blog que pugna pela verdade, lamenta informar que, desta feita, o Sr. 1º Ministro não mentiu.

Eis o resultado do programa SIMPLEX:

Um problema orçamental de dieta.

É fácil escrever assim.
É impossível concordar-se; não é possível discordar-se!
E no final, apesar do desdenho manifestado por todas as soluções propostas, sua eminência presenteia-nos com a - esta sim - milagrosa banda gástrica.
Ó Sr. Professor, tenha lá paciência!
Proporcionalmente falando, a adiposidade a que V. Exa. se refere deve corresponder apenas à celulite da metade posterior da badana direita.
A patologia de que este nosso Estado (dito) democrático sofre, terá a ver com factores externos, mas mais, muito mais, terá como causa uma séria de insuficiências linfáticas que o minam internamente, desde sempre, numa podre e clientelar alternância entre PSD e PS.
E não vale a pena andar à procura do tumor primário. A chatice é que as metástases grassam e nós, meras e insignificantes células, limitamo-nos a alimentar esta podridão.
E como este texto já está a ficar sério demais, não vão os leitores julgar que nos deu alguma coisita má, terminaremos dizendo que, pela parte que nos toca, não somos dos mais prejudicados. Sendo nós células da epiderme do testículo esquerdo, sempre vamos lavando a vista...

03 julho 2006

Mau!...

Cavalariça? Que é lá isso?

Estábulos, se faz favor!...

Deixai-vos de paneleirices que isto assim tá muito bem. Depois começava a habituar-me às sedas e aos brocados e era uma chatice!

Ajuda de terço

Não... não é de berço, é de terço!

Agora que me meteram ao barulho nesta coisa dos berlogs, não há por aí quem queira dar uma ajudita em relação a configurações e etc?

É que o sanfona quer é copos e não quer abrilhantar aqui a cavalariça.

Fricção-Centrífuga

E o rapazito que até nem tem ar de gostar de brincar com foguetões... Eheheheh!

Space-shuttle em terra.

O lançamento do Discovery foi uma vez mais adiado. De acordo com altos responsáveis da NASA, foi detectado na nave exactamente o mesmo problema de que padece P. Portas: Uma fissura no tanque!...

A estrela

(...) Falta-nos uma estrela para ostentar, com orgulho, ao peito, e ela está ao nosso alcance, agora, e sem que para isso se peça um milagre ou qualquer intervenção divina: basta que a equipa esteja num dia excelente, motivada para derrubar a França e convicta das suas capacidades individuais e colectivas.
Tragam-nos a taça, que é muito bonita, mas não esqueçam que a estrela, a primeira, ficará para sempre ao nosso peito!

Luís Delgado - Jornalista
In "Opinião", DN, 03.07.06

1º: Para ganhar a estrela, seu cromo, não basta ganhar à França. É preciso ganhar a final; daaaaaaaaaa!
2º: Essa conversa da estrela (...) para sempre ao nosso peito não é um bocado abichanada?

Outro que acredita no Pai Natal!

Hoje é o primeiro dia do Mibel - Mercado Ibérico de Electricidade. O Operador do Mercado Ibérico de Energia Português (OMIP) começa a funcionar com pelos menos sete empresas, portuguesas e espanholas. E se funcionar bem, os consumidores passarão a pagar menos pela electricidade.

01 julho 2006

Exclusivo mundial Ala dos Namorados

Em rigoroso exclusivo mundial, a Ala apresenta aos seus estimados clientes, o conteúdo do DVD que Luís Figo ofereceu a David Beckham juntamente com o estandarte da Federação Portuguesa de Futebol, antes do início do encontro.

Lost in translation

Como é que se diz "azar" em inglês?
É fácil... Ricaaaaaarrrrrrrdddddooooooooooooo!

Conselho da avózinha




Antes do conduto, deve sempre comer-se uma peça de fruta!

'Bora lá rapazes. Não custa nada!




Bom dia!

Aço na forja dos dicionários
as palavras são feitas de aspereza:
o primeiro vestígio da beleza
é a cólera dos versos necessários.

Carlos de Oliveira
Mãe Pobre
1945

Homenagens


Carlos de Oliveira
Poeta maior

??.??.1921 - 01.07.1981







Henrique Santana
Produtor, actor e argumentista.
07.05.1922 - 01.07.1995

30 junho 2006

Olhóóóóóóó apiiiiiiiitttttttooooooo liiiiiinnnnnndddooo!

Mais um episódio desta alegre telenovela. De mansinho, pé ante pé, eles lá se vão safando todos.

Não sabemos bem porquê, mas esta pouca vergonha não mereceria uma campanha bloguista?

Supremo arquiva caso de juiz da Liga de futebol.

Ai hoje é dia de anedotas aqui no estaminé?

Uma tia de Cascais, daquelas cheias de guito, comprou o último grito da Mercedes.
Dois dias depois regressou ao concessionário reclamando que o rádio não funcionava. O vendedor explicou-lhe que não existia qualquer avaria:
- Saiba V. Exa. que o sistema de áudio do seu novo Mercedes é totalmente electrónico. Tudo o que tem a fazer é dizer-lhe o que quer ouvir. De imediato, o equipamento efectuará um reconhecimento digital do seu espectro vocal e, automaticamente, activará o rádio, seleccionando o cantor que V. Exa. Solicitar.
A tia, muito satisfeita com a explicação, abandonou o stand. Ligou o carro e, dirigindo-se ao rádio, pediu:
- Música portuguesa!
De imediato o aparelho respondeu:
- Emanuel ou Quim Barreiros?
- Marco Paulo - solicitou a tia.
E logo se ouviu a voz do consagrado cantor, entoando a sua 25ª versão do clássico Eu tenho dois amores.
A tia, entusiasmadíssima, pediu outra:
- Ágata.
E logo o aparelho começou a debitar o último êxito da formidável cantora.
Nesse mesmo instante, um veículo que havia passado um sinal vermelho, atravessa-se à frente do Mercedes, quase provocando uma colisão. A tia, a quem no processo havia estalado todo o verniz, gritou estridentemente:
- Corno, filho da puta, paneleiro de merda!!!
E o auto-rádio de imediato anuncia:
- E agora, estimados ouvintes, vai dirigir-se ao país S. Exa. o Sr. 1º Ministro, Engº José Sócrates!

Coisas que interessa (ou não!?) saber.

"Blogs e Livros: cúmplices ou rivais?"

Viu ou não viu?

Um bêbado passava junto à margem de um rio, quando viu um grupo de evangélicos a rezar e a cantar.
Aproximou-se e resolveu perguntar:
- O que se está a passar... hic... aqui?
- Estamos a fazer um baptismo nas águas. Você também deseja encontrar o Senhor?
- Hic... Eu quero, sim...
Os evangélicos vestiram o bêbado com uma roupa branca e levaram-no para a fila.
Numa margem do rio estava um pastor que pegava nos fiéis, mergulhava-lhes a cabeça na água, depois tirava e perguntava:
- Irmão... viste Jesus?
- Ohhhh…, eu vi, sim...
E todos os evangélicos aclamavam dizendo:
- Aleluia! Aleluia!
Quando chegou a vez do bêbado, o pastor meteu-lhe a cabeça na água, depois tirou e perguntou-lhe:
- Irmão... viste Jesus?
- Não! - respondeu o bêbado.
O pastor colocou novamente a cabeça do bêbado na água e deixou-a lá um certo tempo. Depois tirou-a e perguntou:
- E agora, irmão... viste Jesus?
O bêbado, bastante ofegante, respondeu:
- Não!
O pastor, já nervoso, colocou de novo a cabeça do bêbado debaixo de água e deixou-a lá uns bons cinco minutos. Depois puxou o bêbado e perguntou-lhe:
- E agora, irmão... já conseguiste ver Jesus?
O bêbado, já semi-asfixiado e trôpego de tanta água engolir, respondeu:
- Porra! Já disse que não! Vocês têm mesmo a certeza de que Ele caiu aqui????

Homenagem


Jorge Peixinho
Professor, músico e compositor.
20.01.1940 - 30.06.1995

29 junho 2006

Aldrabolândia

São 26.047 computadores portáteis que chegarão às escolas públicas do continente - dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e secundário - no início do próximo ano lectivo.
26.047! Repito: 26.047, nem mais um, nem menos um.
Estes gajos são ridículos! E a coisa torna-se lamentável quando se vem acenar com todas estas contribuições que, supostamente, visam o tal "Choque tecnológico".
Quando chega a hora da verdade e se vai ver como é, a montanha pariu o eterno rato!
Tanta conversa com o Portal do Emprego, grandes parangonas sobre os milhares de inscrições recebidas no primeiro dia por candidatos à procura de emprego (só faltando dizer que é tudo gente a querer mudar de emprego e não desempregada...). Pois deixem-me que vos diga que, desde ontem, a única coisa que consegui foi registar-me como utilizador. Deve ser para engrossar os tais números do Governo. Preencher dados curriculares para que alguém me possa recrutar... nada!
Já lhes mandei um mail explicando o problema. Resposta? Nada!
Revejam lá o número de portáteis para o Básico e o Secundário. Ofereçam só 26.046 e desviem o outro para alguém que perceba de informática, contratem-no a recibos verdes e ponham-no a resolver os bugs do Portal do Emprego.
Simplex... o tanas!

Apresentação

Convidaram-me para dar uma modesta contribuição a este portento da arte de bem cavalgar toda a brejeirice.
Tentarei!

(Este final fez-me lembrar aquela canção dos Anjos: Tentarei... mais perto do céu; tentarei... mais perto do mar... Ou será que era ficarei? - Isto está a começar bem!...)

Um texto a dar que pensar...

Texto sobre uma inépcia velha e barulhenta.

Mais vale tarde...

Notícia digna de registo.

Lufada de ar fresco




Este blog estava a necessitar urgentemente de uma cara bonita. Como as únicas fotos actualizadas de que a Ala dispõe retratam apenas os cavalos, ainda não é desta que nos tiram o molde.
Não obstante...

As mães também erram.

Circula por aí...

8 MOTIVOS PARA NÃO SE CONFIAR SEMPRE NOS CONSELHOS DAS MÃES:

1º- Deixa de jogar bola e vai estudar para poderes ter um futuro. (Mãe do Ronaldinho)
2º- Pára de gritar! (Mãe de Luciano Pavarotti)
3º- Deixa de brincar com essas máquinas ou nunca terás nada na vida. (Mãe de Bill Gates)
4º- É a última vez que rabiscas as paredes da casa de banho. (Mãe de Michelangelo)
5º- Pára de tamborilar com os dedos na mesa! (Mãe de Samuel Morse)
6º- Fica quieto de uma vez! Daqui a nada vais querer dançar pelas paredes. (Mãe de Fred Astaire)
7º- Nada de igualdades, eu sou a tua mãe e tu és o meu filho. (Mãe de Karl Marx)

8º- Pára de mentir! Tu pensas que o estares sempre a mentir te vai ajudar ser alguém na vida!? (Mãe de José Sócrates)

Viseu... hoje!


À chegada de uma carrinha com funcionários do Ministério do Ambiente.

Já disponível em Portugal


Se pretende começar bem o seu dia, com uma refeição rica em bífidos inactivos e em ómega 33, tem agora ao seu dispôr os novos cereais integrais vindos directamente do Brasil.
A inércia digestiva provocada por este novo produto obtido através de uma rigorosa selecção de cereais transgénicos, garante a morte de toda a flora intestinal no espaço de três dias, assegurando um refluxo constante de gases e outras substâncias de consistência mais sólida.
Esse refluxo assegura-lhe, sr. consumidor, que possa dizer bostada atrás de bostada, num discurso fluente e sem necessidade de recurso ao estafado golinho de água.
Em suma, tem agora ao seu dispôr um verdadeiro pequeno-almoço de Primeiro-Ministro!

Homenagem





José Maria Ferreira de Castro

24.05.1898 - 29.06.1974

28 junho 2006

Precisa-se: Quem nunca tenha pecado.

O presidente da Câmara de Viseu e da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Fernando Ruas, desafiou a população do Concelho a "correr à pedrada" os funcionários do Ministério do Ambiente que fiscalizam e multam obras feitas pelas Juntas de Freguesia.

A Ala quer colaborar nesta verdadeira intifada e resolveu criar uma oferta de emprego: Precisa-se de alguém que nunca tenha pecado.

Para quê?... Para lançar a primeira pedra!

Eheheh! G'anda maluco!

27 junho 2006

Francis Obikwelu ganha medalha de ouro do Euro 2002

Esta é a prova provada de que mais vale uma tachada de papas de sarrabulho do que uma dúzia de chutos com o esteróide tetrahidrogestriona.

A casa... como siempre!

Chuinf!

Banca larga

Eis o pensamento de três compadres que se encontravam presentes no anúncio da cobertura total de banda larga, feito ontem pelo 1º Ministro Sócrates na localidade de Canhestros, Concelho de Ferreira do Alentejo:
O da esquerda: Mas que porra será esta da banca larga? Um banco de cozinha com mais uma tábua?
O do meio: O que é que vem cobrir quem? Queres ver que tenho que dar uma cachaporrada neste paneleiro?
O da direita: Só cá faltava esta porra! Mulheres velhas já há por aí com fartura. A gente precisava mesmo era de bandas estreitas!

26 junho 2006

Portugal - Holanda. Para mais tarde recordar.


Sejamos honestos

Agora que a tormenta passou, apetece-nos dizer que o Sr. Joseph Blatter prestou um mau serviço ao futebol quando, após o final do jogo Portugal-Holanda, veio, ele próprio, mostrar um cartão vermelho ao árbitro do encontro. Qual o motivo? O árbitro tinha demonstrado falta de sensibilidade relativamente ao que são os condimentos indispensáveis a um bom jogo de futebol; porque tinha limitado irremediavelmente as duas equipas ao exibir tantos cartões; bla, bla, bla.
Então afinal como é?
Primeiro criticam os árbitros porque são permissivos, porque são moles no aspecto disciplinar, porque deixam passar em claro o excesso de virilidade das entradas de defesas e médios sobre os avançados, pactuando assim com a impossibilidade de algumas equipas poderem praticar um futebol mais ofensivo.
Quando os árbitros interpretam à letra as leis do jogo, tendo sido, aliás, para isso pressionados com a devida antecedência pela própria FIFA, vem depois o presidente deste organismo pendurar na cruz o primeiro árbitro que teve as bolas no sítio (já que de futebol se fala) para o fazer.
Para nós, exceptuando alguns - curtos - períodos do jogo em que a nossa selecção foi ligeiramente prejudicada e aquela entrada inicial sobre o Cristiano Ronaldo que merecia cartão vermelho directo, ao invés do mero amarelo, o Sr. Ivanov fez uma excelente exibição.
Se queremos futebol de ataque, os jogadores, sejam eles artistas de fina estirpe ou não, têm que começar a aprender. Nem que seja à força!

23 junho 2006

Peditório

Bem... 'bora lá dar para este peditório também:

A Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas é dirigida por uma comissão administrativa cuja presidente é a mãe do ministro António Costa e do Director-Adjunto da Informação da SIC, Ricardo Costa (Maria Antónia Palla Assis Santos - como não tem o "Costa", passa despercebida...).
O Ministro José António Vieira da Silva declarou, em Maio último, que esta Caixa manteria o mesmo estatuto! Isso inclui regalias e compensações muito superiores às vigentes na função pública (ADSE), SNS e os outros subsistemas de saúde. É só consultar a tabela de reembolsos anexa.... Mas este escândalo não será divulgado pela comunicação social porque é parte interessada (interessadíssima!!!) pelo que há que o divulgar ao máximo por esta via!!!
Divulguem!!!


Como é óbvio, deixámos de fora a "tabela anexa". Mas fiquem a saber que é um escândalo!

Não há direito!

A Comissão Nacional de Protecção de Dados já deu luz verde ao projecto do Governo de publicar a lista negra dos devedores ao Fisco e à Segurança Social.
Perante esta notícia, ficámos a pensar que, finalmente, iriamos ter os nossos quinze minutos de fama. Afinal, no que diz respeito ao IRS, apenas serão publicados os nomes de contribuintes com dívidas que excedam os 50 mil euros.
Vamos ter que nos esmerar um pouco mais!... Para já, permaneceremos no anonimato.

22 junho 2006

México - Portugal. Para mais tarde recordar.

Um blogue para bem servir

Então não é que, ontem à noite, ao fazer zapping na tv, fomos dar com o programa "Quadratura do Círculo", no preciso momento em que Pacheco Pereira debitava os tais argumentos do futebol, das férias, do Algarve, etc. e coiso e tal?
Este nosso blogue é de uma actualidade estonteante!

21 junho 2006

E a asneirada continua...

A pouca-vergonha continua descaradamente e o asno Alberto João lá vai, cantando e rindo, enquanto os muares do continente carregam a pesada albarda destes desvarios insulares.
E não há por cá quem, com um pouco de racionalidade oncológica, ponha na ordem este verdadeiro cancro de que enferma o arquipélago da Madeira.
A besta foi eleita com toda a legitimidade e por isso não é possível a sua destituição. Vicissitudes da vida em Democracia!
Agora aquilo para que ninguém o mandatou foi, de certeza, para fazer o que faz há anos a fio, gozando e ofendendo os otários do continente quando lhe dá na real fronha, enquanto sustenta a sua clientela a expensas nossas.
Que pena não mandarmos nada. A esta hora já o grunho ía a bordo de um Hércules C-130, a caminho do Haiti. É húmido, quente e a rapaziada indígena tem fama de gostar de comer brancos folgazões, com bastante matéria adiposa. Depois ajudávamos a debelar a intoxicação alimentar generalizada que certamente se seguiria, e assim fazíamos um brilharete junto da comunidade internacional.

Para nosso - feito vosso - deleite

Fiquem-se aqui com estas linhas da autoria de Rui Tavares, (Jornal Público, 17.06.06), sobre essa entidade metafísica percursora dos blogs em Portugal. Depois digam se gostaram...

(...) Como escreveu uma vez Ricardo Araújo Pereira, o mais estimulante em Pacheco Pereira é mesmo "aquela compulsão para dizer o contrário do que o resto do mundo estiver a dizer na altura. Se houver muita gente indignada, Pacheco Pereira apela à serenidade. Se houver serenidade, Pacheco Pereira apela à indignação." O nosso problema é que, com um mês inteiro de futebol, ninguém liga nenhuma à nossa indignação e assim é impossível a Pacheco Pereira manter a serenidade.
Às vezes uma pessoa desanima, e é aí que escreve no blogue, como escreveu Pacheco Pereira: "Saltem muito, é o que vos desejo. A sério, saltem, saltem, pode vir daí uma desorganização das ideias que seja salutar à Pátria. Duvido, mas não excluo nenhum milagre." Pior ainda: às vezes achamos que o problema é só nosso. E aí verbalizamos, como Pacheco Pereira na televisão: "Nenhum país tem a vida pública tão dominada pelo futebol como Portugal."
Bem nos poderiam dizer que na Holanda e na Itália é igual, que em Inglaterra e no Brasil é pior. Também as mães de Bragança, até terem ganho consciência de classe, achavam que só elas eram infelizes e que nenhuma tinha um marido pior. Também elas desanimaram e os incitaram a sair de casa e prometeram mudar a fechadura (e escreve-se no blogue: "Ah! minha bela Futebolândia! Segue o exemplo do Montenegro e torna-te independente. Leva a televisão, a rádio e os jornais..."). E depois lhes pediram que afinal não fossem, lembrando que eram vãos aqueles prazeres que procuravam.
(...) Também elas usaram os filhos para convencer os maridos. Como escreveu Pacheco Pereira na Sábado: "Alguém vai pagar a conta: os nossos filhos que tanto estimamos e de cujo infinito carinho por eles nunca permitiríamos que alguém duvidasse, lá estarão a pagar a prazo a festa de todas estas férias, de todos estes feriados, de todo este Algarve, de todos estes ecrãs de plasma gigantes, de todo este futebol fandango." Eis a Mãe de Bragança tentando chegar a Velho do Restelo: subitamente, o problema já não é só o futebol. É tudo. Os passeios nos feriados, as férias no Algarve, o povo que vai para a praia quando está calor.
O meu fascínio mantém-se, portanto. Apenas atenuado quando vejo Pacheco Pereira começar a duvidar de si mesmo. "Eu não tenho jeito para calvinista e admoestador dos costumes alheios", escreveu na Sábado. Não se menospreze, homem. Usando linguagem futebolística, dir-se-ía: é um calvinista e admoestador já com alguma experiência, mas que ainda tem margem de progressão.

19 junho 2006

Atchim! Cuidado com os esbirros.

(...) Problemas e crises? Em Setembro se verá... Fizemos tudo, e bem, para chegar a este Mundial, e não seria agora, nesta fase, que os portugueses se lembrariam da crise e da falta de juízo colectivo. Era o que faltava...
Luís Delgado - Jornalista

In "Opinião", DN, 19.06.06

Quatro pequenos registos a respeito deste cromo:

1 - Apreciámos a ironia;
2 - Tens toda a razão;
2 - Durante anteriores campeonatos de futebol realizados em período de governo PSD andaste tão caladinho. Porquê? Não havia crise nem falta de juízo colectivo?
4 - És um esbirro!

Olhóóóóóóó apito lindo!

Ah Valente! É fartar vilanagem!

13 junho 2006

Porque até simpatizamos com este caramelo...


Santo de Lisboa
Para falar verdade, o santo padroeiro de Lisboa é São Vicente. Mas, no coração dos lisboetas, é Santo António quem mais ordena. Ele é o santo casamenteiro, sempre associado à cidade que o viu nascer. Que importa, afinal, se passou os últimos anos da sua vida em Pádua. Para nós, Santo António... é o Santo de Lisboa.
Fernando Bulhão nasceu em Lisboa, provavelmente a 15 de Agosto de 1195. Quem? Fernando Bulhão, de seu nome, ou Santo António como ficou imortalizado para sempre na história da capital portuguesa.
Apesar de S. Vicente ser o santo padroeiro de Lisboa, foi Santo António que conquistou o coração dos lisboetas, que lhe dedicam todos os anos o dia 13 de Junho, feriado municipal.
Voltemos então ao início da história. Francisco Bulhão nasceu em Lisboa, provavelmente a 15 de Agosto de 1195, numa casa onde mais tarde se ergueu a igreja em sua honra.
Os primeiros estudos foram feitos na Sé de Lisboa, ingressando na vida religiosa em S. Vicente de Fora, deslocando-se posteriormente para o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde foi ordenado sacerdote.
Diz a tradição que Fernando tinha uma memória fora do comum, sabendo de cor não só as Escrituras Sagradas como também a vida dos Santos Padres.
Tornando-se frade franciscano e recolhendo-se como Eremita nos Olivais, troca o nome para António em 1220.
É então por essa altura que viaja para Marrocos, onde foi atacado por pestilência aquando da sua chegada. Passado um ano, quando regressava de barco a Portugal, uma forte tempestade arrastou-o para Itália, onde o destino haveria de o prender.
São Francisco convoca-o em 1221 para o Capítulo Geral da ordem, ali revela os seus talentos de orador a pregar perante os seus confrades.
Foi convidado a ensinar teologia nas escolas franciscanas de Bolonha, Montpellier e Toulouse, e é nomeado ministro provincial no Norte da Itália, em 1227.
Prossegue a sua carreira académica em Pádua, cidade onde viria a morrer em 1231.
É proclamado doutor da Igreja pelo papa Pio XII, em 1946, que o considera "exímio teólogo e insigne mestre e matérias de ascética e mística".

O culto a Santo António
A identificação de Santo António com Portugal sempre foi intensa. No século XIII, por exemplo, Santo António já era patrono de cerca de quarenta igrejas do nosso País.
Não se sabe quando começou o culto alfacinha por Santo António, mas diz a lenda que no exacto momento em que Gregório IX procedia em Espoleto à canonização do Santo, os sinos tocavam a rebate em Lisboa. Estávamos a 30 de Maio de 1232 e esse episódio é apontado como algo de sobrenatural, tendo o povo português tomado Santo António para si como o Santo Nacional. O curioso é que ao longo dos anos, Santo António aparece moldado aos diferentes interesses dos portugueses. Ou seja, o santo é só um, as atribuições é que mudam. Por isso, por todo o País, é usual encontrar Santo António como protector da cidade, das casas e das famílias, advogado das almas do purgatório, advogado dos bons casamentos, protector dos animais, ou dos náufragos, etc.
Lisboa é, de longe, a cidade que recorre mais ao "seu" Santo António. São várias as leitarias, farmácias, drogarias e outros estabelecimentos comerciais que evocam a entidade divina como forma de apadrinhar o negócio.
A devoção é tanta que o Museu Antoniano de Lisboa foi construído ao lado da igreja de Santo António, a convidar a uma visita prolongada pela arte popular.
O mês de Junho é, em Portugal, o mês dos Santos Populares. S. João, S. Pedro e, claro, S. António, em Lisboa. A 13 de Junho, a cidade pára. Na véspera, a cidade dançou, divertiu-se, leu pregões, cheirou mangericos, comeu sardinha assada.
Lisboa orgulha-se do seu santo e da tradição. São os bairros mais populares os que mais importância dão ao seu santo. É aí que a velha Olissipo se afirma, que a tradição enobrece.
O castelo e Alfama vestem-se para receber o Santo, entre marchas e fitas coloridas.
Nos largos onde desembocam as pequenas vielas e as íngremes escadarias, nascem esplanadas com sardinha assada, fitas coloridas e música de arraial. É um dos lados mais pitorescos de Lisboa, à noite, onde velhos e novos se juntam em alegre paródia. Os primeiros brindando à tradição; os segundos, porque qualquer razão é boa para brindar e dançar.
Associado ao Santo António está a sua característica casamenteira. "Santo António, Santo Antoninho: Arranja-me lá um maridinho..." é um dos mais antigos pregões populares, consubstanciado numa longa tradição casamenteira.
As décadas de 50 e 60, aliás, marcaram definitivamente uma tradição que teve grande acolhimento popular na cidade de Lisboa, As Noivas de Santo António. A iniciativa era patrocinado pelo extinto jornal Diário Popular e por alguns comerciantes que ofereciam a indumentária para a boda.
Trinta anos depois da última edição, a Câmara de Lisboa retomou esta velha tradição, que confere o cariz especial a um momento único na vida dos noivos e que perpetua de forma indelével a marca casamenteira de Santo António.

Sacado do tugas2, inop desde 2004, com licença do Santo Ofício ;))

Bom dia!

Aquilo que de verdadeiramente significativo podemos dar a alguém é o que nunca demos a outra pessoa, porque nasceu e se inventou por obra do afecto. O gesto mais amoroso deixa de o ser se, mesmo bem sentido, representa a repetição de incontáveis gestos anteriores numa situação semelhante. O amor é a invenção de tudo, uma originalidade inesgotável. Fundamentalmente, uma inocência.

Fernando Namora, in "Jornal sem Data"

11 junho 2006

Ocorrências



Mas se eu até já tinha dito que estava indisponível para a selecção nacional, o que é que ando aqui a fazer, armado em parvo?














Ó rais'parta a bola que não me sai da frente! Assim como é que querem que eu veja a porra da baliza?

Fotos EPA

Miséria franciscana

A tão esperada estreia da turma do Felipão revelou-se uma belíssima limonada.
A turma da Mónica conseguiria melhor!
Já se sabe: o que interessa é o resultado final. Treta!...
Uma constelação de brilhantes estrelas a jogar tão pauperrimamente é o mesmo que apanhar a Zeta Jones na cama e ela não se mexer.
Durante a primeira parte do jogo, um plano curioso caçado pelo realizador, dava conta de uma faixa pendurada nas bancadas, na qual alguns tugas, à laia de gozo, tinham escrito: Onde está a Grécia? Abaixo o futebol defensivo!
Ora essa faixa nunva mais apareceu durante o resto da transmissão. Desconfiamos que terá sido sorrateiramente devolvida ao interior da mochila durante o intervalo.
Por Viriato... tenham vergonha na cara e joguem à bola!

Infelizmente...




Nem a propósito...

Conversas em família XXX

10 junho 2006

10 de Junho

Depois do 25 de Abril, Portugal continuou a comemorar o 10 de Junho e a prestar tributo ao poeta d’«Os Lusíadas». Com uma diferença: a Revolução dos Cravos foi pretexto para rebaptizar o 10 de Junho como Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Mas as alterações vão mais além, e tocam no significado daquilo que é comemorado.
Homenagear as comunidades portuguesas, ou seja, os cidadãos portugueses a residir fora do país, foi a “forma encontrada para continuar a sublinhar a importância do povo português”. Conceição Meireles, especialista e professora de História Contemporânea da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, refere que as comemorações do 10 de Junho no pós-25 de Abril já não abrangem “ unicamente o povo português no seu território nacional”, mas sim “o povo que, por necessidades várias, desde sobrevivência económica, a questões de perseguição política, teve que se espalhar por diferentes partes do mundo”.
O 25 de Abril trouxe mudanças no ”sentido e significado do dia” .
O regime do pós-25 de Abril procurou prestar homenagem aos portugueses que se encontravam a trabalhar “pelo mundo fora para sobreviver”, porque “tão português era aquele que se mantinha em Portugal, como o português que foi obrigado, por várias razões, a deixar Portugal. Daí continuar-se a celebrar o povo português”, explica Conceição Meireles.
Depois da Revolução, “o conceito de raça cai imediatamente”, e comemora-se antes “o Portugal espalhado um pouco pelo mundo das comunidades portuguesas”. Além desta mudança de significado, com a nova expressão criada para designar o 10 de Junho, que passa a ser Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, “consegue-se retirar toda a carga colonial ou neo-colonialista que o dia da raça tinha anteriormente”, sustenta a especialista.
“A questão da emigração era abafada pelo Estado Novo” .
“A forte emigração que se fez sentir durante as décadas de 60 e 70 para os países industrializados da Europa, como a França e Alemanha, foi uma questão que o Estado Novo nunca gostou de mediatizar e de desenvolver”, sobretudo porque muitos portugueses “saíram do país por questões de sobrevivência económica”, lembra Conceição Meireles. Durante o Estado Novo, esses emigrantes eram referidos como sendo “portugueses espalhados pelo mundo e por todas as comunidades portuguesas. Desta forma mais inócua retirava-se-lhe qualquer carga política e ideológica, e ficava apenas o povo português espalhado nas inúmeras comunidades que existiam pelo mundo fora”. Por isso, explica Conceição Meireles, “a questão dos portugueses emigrados foi uma questão que o Estado Novo nunca quis tocar e que nunca desenvolveu”, principalmente “para o exterior”.
“Se os portugueses emigravam é porque não havia ‘pão’ em Portugal”, e por isso, “o Estado Novo nunca quis reconhecer a emigração que, nos anos 60 e 70, estava a ser fortíssima por razões de sobrevivência, por questões de exílio político e de fuga à guerra colonial”.
“Agora, quando se fala no Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas está-se a englobar toda a diáspora portuguesa, todas as comunidades portuguesas no estrangeiro, sejam elas de formação antiga, sejam elas de formação recente, como essas levas de emigração das décadas de 60 e 70”.
Como refere Conceição Meireles, o Dia de Portugal que surge depois do 25 de Abril “não é exactamente a mesma coisa que se comemorava no Estado Novo, nem se está propriamente a apontar o povo português como um povo superior, pequeno mas realizador de grandes feitos”. O que passa a ser comemorado depois da Revolução “é o Portugal no mundo”.
Uma “reflexão da portugalidade”.
O 10 de Junho pretende comemorar “o Portugal cá dentro”, mas também o Portugal “lá fora”. Esse “lá fora”, de que fala Conceição Meireles, inclui “as inúmeras comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo inteiro”.
O Dia de Portugal é ainda motivo para “tentar dignificar, através da atribuição de determinados títulos e medalhas, portugueses que se tenham distinguido em determinadas áreas”, “sem distinção da opção ideológica ou da opção religiosa”, refere Conceição Meireles.


Texto de Ana Correia Costa in Jornalismo Porto Net, Junho de 2004.

Hoje seria uma boa data para todos meditarmos sobre o que é Portugal, quem são e para onde vão os Portugueses.
Seria igualmente uma boa oportunidade para pesarmos fundo na nossa consciência as questões relacionadas com a emigração e a imigração. Não há como pensar no que desejamos aos nossos para melhor compreender as injustiças que, tantas vezes, fazemos aos outros!
Hoje é dia de pensar que somos capazes. E de que somos capazes muito para além daquilo a que as circunstâncias da vida nos obriga.
Nós sabemos que não fazemos. Mas também sabemos que não fazemos... porque não queremos.
Haverá coisa de que menos nos possamos orgulhar?

02 junho 2006

Duas recordações para os nossos clientes



Amanhã já estaremos em casa!

Porque música também é cultura V

Não há dúvida de que Portugal é mesmo muito, muito grande.
Ora tomem lá um faduncho arrancado por uma Húngara, no programa Ídolos lá do sítio.

01 junho 2006

Uma questão de exemplos

"Hoje é o dia da Criança. Faço votos para que o vosso brio, a vossa luta para vencer, o vosso desportivismo, seja um exemplo para as nossas crianças. Estou perfeitamente seguro de que vão fazer tudo o que estiver ao vosso alcance para prestigiar o nome de Portugal", referiu hoje o Presidente da República na recepção à selecção portuguesa de futebol.
Ficámos a matutar: estaria o mais alto magistrado da nação a pensar em que exemplos? O do João Pinto a socar o árbitro no estômago? Ou, mais recentemente, o pontapé/agressão de Cristiano Ronaldo a um jogador da selecção de Cabo Verde?
Não sabemos se a ideia será muito bem aceite ali para os lados de Chelas ou da Cova da Moura...

Foto Lusa

Gostei de ler

Como esta semana só nos é possivel aceder às últimas notícias da ocidental praia lusitana via online, acedemos, entre outros, ao site do jornal A BOLA.
É curioso como, quer na versão hard copy, quer na versão internet, as notícias desportivas se descascam em menos de um traque.
Mas adiante que isso agora não vem ao caso.
No meio de tanto lixo (referimo-nos ao conteúdo e não à forma), demos com a coluna do Miguel Sousa Tavares.
Relembro, à laia de passagem, como há uns anos atrás detestava visceralmente este cavalheiro. Era um tipo arrogante e presunçoso que de vez em quando aparecia na televisão debitando os maiores disparates. Pior... fazia-o como se fosse detentor do monopólio da verdade e todos os outros não passassem de umas monumentais bestas.
Hoje, não sei bem porquê, já tem dias em que o aprecio.
Amadureceu o senhor? Amadureci eu?
Amadurecemos os dois!

Porque música também é cultura IV

Edição especial comemorativa do Dia da Criança

 

is where my documents live!