30 abril 2010
28 abril 2010
27 abril 2010
Questão religiosa ou horológica?
Homem: Deus?
Deus: Sim?
Homem: Eu posso fazer-lhe uma pergunta?
Deus: Claro!
Homem: O que é um milhão de anos para si?
Deus: Um segundo.
Homem: E um milhão de dólares?
Deus: Um centavo.
Homem: Deus, será possivel dar-me um centavo?
Deus: Espere só um segundo!
Deus: Sim?
Homem: Eu posso fazer-lhe uma pergunta?
Deus: Claro!
Homem: O que é um milhão de anos para si?
Deus: Um segundo.
Homem: E um milhão de dólares?
Deus: Um centavo.
Homem: Deus, será possivel dar-me um centavo?
Deus: Espere só um segundo!
Volta, Salazar. Estás perdoado!
Não sei quem escreveu isto mas a História é o que é.
Corria o ano de 1960 quando foi publicada no "Diário do Governo" de 6 de Junho a Lei 2105, com a assinatura de Américo Tomaz, Presidente da República, e do Presidente do Conselho de Ministros, Oliveira Salazar. Conforme nos descreve Pedro Jorge de Castro no seu livro "Salazar e os milionários", publicado pela Quetzal em 2009, essa lei destinou-se a disciplinar e moralizar as remunerações recebidas pelos gestores do Estado, fosse em que tipo de estabelecimentos fosse. Eram abrangidos os organismos estatais, as empresas concessionárias de serviços públicos onde o Estado tivesse participação accionista, ou ainda aquelas que usufruíssem de financiamentos públicos ou "que explorassem actividades em regime de exclusivo". Não escapava nada onde houvesse investimento do dinheiro dos contribuintes. E que dizia, em resumo, a Lei 2105? Dizia que ninguém que ocupasse esses lugares de responsabilidade pública podia ganhar mais do que um Ministro. Claro que muitos empresários andaram logo a espiolhar as falhas e os buraquinhos por onde a 2105 pudesse ser torneada, o que terão de certo modo conseguido devido à redacção do diploma, que permitia aos administradores, segundo transcreve o autor do livro, "receber ainda importâncias até ao limite estabelecido, se aos empregados e trabalhadores da empresa for atribuída participação nos lucros". A publicação desta lei altamente moralizadora ocorreu no Estado Novo de Salazar, vai dentro de 2 meses fazer 50 anos. Catorze anos depois desta lei "fascista", em 13 de Setembro de 1974 (e seguindo sempre o que nos explica o livro de Pedro Castro), o Governo de Vasco Gonçalves, recém-saído do 25 de Abril, pegou na ambiguidade da Lei 2105 e, através do Decreto Lei 446/74, limitou os vencimentos dos gestores públicos e semi-públicos ao salário máximo de 1,5 vezes o vencimento de um Secretário de Estado. Vendo bem, Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar, quando assinaram o 446/74, passaram simplesmente os vencimentos dos gestores do Estado do dobro do que ganhava um Ministro para uma vez e meia do que ganhava um Secretário de Estado. O Decreto- Lei justificava a correcção pelo facto da redacção pouco precisa da 2105 permitir "interpretações abusivas" permitindo "elevados vencimentos e não menos excessivas pensões de reforma". Ao lermos esta legislação hoje, dá a impressão que se mudou, não de país, mas de planeta, porque isto era no tempo do "fascismo" (Lei 2105) ou do "comunismo" (Dec. Lei 446/74). Agora, é tudo muito melhor, sobretudo para os reis da fartazana que são os gestores do Estado dos nossos dias. Não admira, porque mudando-se os tempos, mudam-se as vontades, e onde o sector do Estado pesava 17% do PIB no auge da guerra colonial, com todas as suas brutais despesas, pesa agora 50%. E, como todos sabemos, é preciso gente muito competente e soberanamente bem paga para gerir os nossos dinheirinhos. Tão bem paga é essa gente que o homem que preside aos destinos da TAP, Fernando Pinto, que é o campeão dos salários de empresas públicas em Portugal (se fosse no Brasil, de onde veio, o problema não era nosso) ganha a monstruosidade de 420000 euros por mês, um "pouco" mais que Henrique Granadeiro, o presidente da PT, o qual aufere a módica quantia de 365000 mensais. Aliás, estes dois são apenas o topo de uma imensa corte de gente que come e dorme à sombra do orçamento e do sacrifício dos contribuintes, como se pode ver pela lista divulgada recentemente por um jornal semanário, onde vêm nomes sonantes da nossa praça, dignos representantes do despautério e da pouca vergonha a que chegou a vida pública portuguesa. Assim - e seguindo sempre a linha do que foi publicado - conhecem-se 14 gestores públicos que ganham mais de 100000 euros por mês, dos quais 10 vencem mais de 200000. O ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, o mesmo que estima à centésima o valor do défice português, embora nunca tenha acertado no seu valor real, ganhava 250000 euros/mês, antes de ir para o exílio dourado de Vice-Presidente do Banco Central Europeu. Não averiguei quanto irá vencer pela Europa, mas quase aposto que não será tanto como ganhava aqui na santa terra lusitana. Entretanto, para poupar uns 400 milhões nas deficitárias contas do Estado, o governo não hesita em cortar benefícios fiscais a pessoas que ganham por mês um centésimo, ou mesmo 200 e 300 vezes menos que os homens (porque, curiosamente, são todos homens...) da lista dourada que o "Sol" deu à luz há pouco tempo. Curioso é também comparar este valores salariais com os que vemos pagar a personalidades mundiais como o Presidente e o Vice-Presidente dos EUA, os Presidentes da França, da Rússia, e...de Portugal. Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês. Não é preciso muito, nem sequer é preciso ir tão longe como o DL 446 de Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar: basta ressuscitar a velhinha, mas pelos vistos revolucionária Lei 2105, assinada há 50 anos por Oliveira Salazar. Que tristeza!
Corria o ano de 1960 quando foi publicada no "Diário do Governo" de 6 de Junho a Lei 2105, com a assinatura de Américo Tomaz, Presidente da República, e do Presidente do Conselho de Ministros, Oliveira Salazar. Conforme nos descreve Pedro Jorge de Castro no seu livro "Salazar e os milionários", publicado pela Quetzal em 2009, essa lei destinou-se a disciplinar e moralizar as remunerações recebidas pelos gestores do Estado, fosse em que tipo de estabelecimentos fosse. Eram abrangidos os organismos estatais, as empresas concessionárias de serviços públicos onde o Estado tivesse participação accionista, ou ainda aquelas que usufruíssem de financiamentos públicos ou "que explorassem actividades em regime de exclusivo". Não escapava nada onde houvesse investimento do dinheiro dos contribuintes. E que dizia, em resumo, a Lei 2105? Dizia que ninguém que ocupasse esses lugares de responsabilidade pública podia ganhar mais do que um Ministro. Claro que muitos empresários andaram logo a espiolhar as falhas e os buraquinhos por onde a 2105 pudesse ser torneada, o que terão de certo modo conseguido devido à redacção do diploma, que permitia aos administradores, segundo transcreve o autor do livro, "receber ainda importâncias até ao limite estabelecido, se aos empregados e trabalhadores da empresa for atribuída participação nos lucros". A publicação desta lei altamente moralizadora ocorreu no Estado Novo de Salazar, vai dentro de 2 meses fazer 50 anos. Catorze anos depois desta lei "fascista", em 13 de Setembro de 1974 (e seguindo sempre o que nos explica o livro de Pedro Castro), o Governo de Vasco Gonçalves, recém-saído do 25 de Abril, pegou na ambiguidade da Lei 2105 e, através do Decreto Lei 446/74, limitou os vencimentos dos gestores públicos e semi-públicos ao salário máximo de 1,5 vezes o vencimento de um Secretário de Estado. Vendo bem, Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar, quando assinaram o 446/74, passaram simplesmente os vencimentos dos gestores do Estado do dobro do que ganhava um Ministro para uma vez e meia do que ganhava um Secretário de Estado. O Decreto- Lei justificava a correcção pelo facto da redacção pouco precisa da 2105 permitir "interpretações abusivas" permitindo "elevados vencimentos e não menos excessivas pensões de reforma". Ao lermos esta legislação hoje, dá a impressão que se mudou, não de país, mas de planeta, porque isto era no tempo do "fascismo" (Lei 2105) ou do "comunismo" (Dec. Lei 446/74). Agora, é tudo muito melhor, sobretudo para os reis da fartazana que são os gestores do Estado dos nossos dias. Não admira, porque mudando-se os tempos, mudam-se as vontades, e onde o sector do Estado pesava 17% do PIB no auge da guerra colonial, com todas as suas brutais despesas, pesa agora 50%. E, como todos sabemos, é preciso gente muito competente e soberanamente bem paga para gerir os nossos dinheirinhos. Tão bem paga é essa gente que o homem que preside aos destinos da TAP, Fernando Pinto, que é o campeão dos salários de empresas públicas em Portugal (se fosse no Brasil, de onde veio, o problema não era nosso) ganha a monstruosidade de 420000 euros por mês, um "pouco" mais que Henrique Granadeiro, o presidente da PT, o qual aufere a módica quantia de 365000 mensais. Aliás, estes dois são apenas o topo de uma imensa corte de gente que come e dorme à sombra do orçamento e do sacrifício dos contribuintes, como se pode ver pela lista divulgada recentemente por um jornal semanário, onde vêm nomes sonantes da nossa praça, dignos representantes do despautério e da pouca vergonha a que chegou a vida pública portuguesa. Assim - e seguindo sempre a linha do que foi publicado - conhecem-se 14 gestores públicos que ganham mais de 100000 euros por mês, dos quais 10 vencem mais de 200000. O ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, o mesmo que estima à centésima o valor do défice português, embora nunca tenha acertado no seu valor real, ganhava 250000 euros/mês, antes de ir para o exílio dourado de Vice-Presidente do Banco Central Europeu. Não averiguei quanto irá vencer pela Europa, mas quase aposto que não será tanto como ganhava aqui na santa terra lusitana. Entretanto, para poupar uns 400 milhões nas deficitárias contas do Estado, o governo não hesita em cortar benefícios fiscais a pessoas que ganham por mês um centésimo, ou mesmo 200 e 300 vezes menos que os homens (porque, curiosamente, são todos homens...) da lista dourada que o "Sol" deu à luz há pouco tempo. Curioso é também comparar este valores salariais com os que vemos pagar a personalidades mundiais como o Presidente e o Vice-Presidente dos EUA, os Presidentes da França, da Rússia, e...de Portugal. Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês. Não é preciso muito, nem sequer é preciso ir tão longe como o DL 446 de Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar: basta ressuscitar a velhinha, mas pelos vistos revolucionária Lei 2105, assinada há 50 anos por Oliveira Salazar. Que tristeza!
26 abril 2010
Missão (quase) cumprida!
Sábado à noite lá fomos fazer a nossa caminhada, tal como devida e antecipadamente comunicado (leram bem, seus/suas grandes baldas???).
Começámos, como manda a tradição, por nos perdermos no asfalto. Sim... porque no mato a malta nunca se perde!!!
Chegados à Capela das Necessidades foi feito um compasso-de-espera até tirar o sacristão da cama. Não falha! O homem pressente gente e sai sempre disparado à procura da Elvira, uma musa, não se sabe se Clio, se Erato (afinal a senhora é de História mas trabalha com livros), que, em idos de outras passeatas, lhe bateu à porta pedindo autorização para lavar a cara no tanque da roupa.
Lá partimos contrariados pelo facto de não haver manteiga da Quinta do Alcube. A semana passada as ovelhas fizeram saber que nem mesmo que a ordenha fosse feita pelo ministro das Finanças se lhes conseguiria espremer uma gota de leite a mais. Mal sabiamos nós que os padeiros do moinho em Palmela tinham ido todos para o fogo-de-artifício e que nem a uma abençoada côdea de pão teriamos direito.
Por falar nisso: quantos de vós podem afirmar ter já assistido em simultaneo a fogo-de-artifício em Setúbal, Lisboa, Almada, Seixal, etc., etc.? Hein?
Bem feita!
Começámos, como manda a tradição, por nos perdermos no asfalto. Sim... porque no mato a malta nunca se perde!!!
Chegados à Capela das Necessidades foi feito um compasso-de-espera até tirar o sacristão da cama. Não falha! O homem pressente gente e sai sempre disparado à procura da Elvira, uma musa, não se sabe se Clio, se Erato (afinal a senhora é de História mas trabalha com livros), que, em idos de outras passeatas, lhe bateu à porta pedindo autorização para lavar a cara no tanque da roupa.
Lá partimos contrariados pelo facto de não haver manteiga da Quinta do Alcube. A semana passada as ovelhas fizeram saber que nem mesmo que a ordenha fosse feita pelo ministro das Finanças se lhes conseguiria espremer uma gota de leite a mais. Mal sabiamos nós que os padeiros do moinho em Palmela tinham ido todos para o fogo-de-artifício e que nem a uma abençoada côdea de pão teriamos direito.
Por falar nisso: quantos de vós podem afirmar ter já assistido em simultaneo a fogo-de-artifício em Setúbal, Lisboa, Almada, Seixal, etc., etc.? Hein?
Bem feita!
24 abril 2010
23 abril 2010
22 abril 2010
Milagres... precisam-se!
Mas que chachada!
No dia 11 de Maio todos os monumentos e sítios dependentes do IGESPAR terão acesso gratuito por ocasião da visita do Papa Bento XVI a Portugal.
Os palácios nacionais, museus e sítios tutelados pelo Ministério da Cultura terão também acesso gratuito.
O despacho de S. Exa. o Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, justifica tal decisão com a importância política, cultural e religiosa da visita do Papa Bento XVI e, ainda, a perspectiva de a ocasião poder propiciar à população nacional e aos visitantes estrangeiros tempos de maior disponibilidade para o lazer espiritual e enriquecimento cultural (...). (Vd. Despacho aqui)
Esta abébia terá que ser conciliada com a tolerância de ponto dada aos funcionários públicos em Lisboa, para a tarde de dia 11 de Maio. (Dia 13 há tolerância de ponto a nível nacional e no dia 14 de manhã, apenas para os funcionários públicos do Porto).
Posto isto, apetece-me tecer os seguintes comentários:
- Os funcionários públicos que trabalham nos monumentos, sítios, palácios nacionais e museus vão ter o previlégio de, uma vez mais, serem entalados (para não utilizar o vernáculo) em relação aos seus congéneres;
- O Papa é um sujeito pouco solidário. Sim... é verdade. Se fosse um gajo pachola, e considerando que só há tolerância de ponto no sítio por onde sua Eminência passa, faria um périplo tipo Volta a Portugal em Papamóvel, para que todo o miserável funcionário público pudesse usufruir de maior disponibilidade para o lazer espiritual e enriquecimento cultural, indo, por exemplo, à praia, fazer um piquenique com a família, ou até - porque não? -, passar a tarde no tasco lá do bairro a beber mines e a comer torresmos à desgarrada durante uns riscos de bisca dos nove.
- Sendo dia 11 de Maio uma 3ª feira e dia 13, forçosamente, uma 4ª feira, está-se mesmo a ver a malta a meter uns dias e a ir de vacances para os algarves, com ou sem fim-de-semana incluído. Mas tudo bem! haja tempo para o lazer espiritual.
- A única coisa de verdadeiramente positivo que me parece ser possível retirar de tudo isto é a abertura gratuita dos museus, palácios, monumentos, etc e tal. Tenho a certeza que, em sequência do maior afluxo de fiéis às igrejas de de Lisboa durante a tarde de dia 11 de Maio, o Patriarcado de Lisboa não deixará escapar a oportunidade de fazer passar a cestinha das esmolas para reunir uma verba solidária que permita (pelo menos) aos museus adquirir um mísero tonner para a impressora que é comum a todos os serviços, ou, o que já não é novidade, poder adquirir papel higiénico para as suas instalações sanitárias.
Perguntar-me-ão: Mas como é que nada disto ainda veio a lume? E como é possível a Senhora Ministra da Cultura afirmar em recente entrevista que os museus em Portugal nunca viveram uma situação financeira tão desafogada?
À primeira pergunta respondo-vos que tais situações não foram ainda tornadas públicas porque os Directores dos nossos museus são (quase todos) verdadeiros milagreiros. (Podiam aproveitar a presença do Papa para os canonizar!). Ainda se argumenta que os nossos museus precisam de gestores? Numa discussão mais aprofundada diria que sim. Mas olhem que os actuais titulares, muitos deles sem qualquer competência técnica nessa área, não são nada maus...
À segunda pergunta... não sei responder. A menos que a Senhora Ministra viva no 5º anel de Saturno e venha à Terra só para assinar o Despacho.
Milagres... precisam-se!
Pode ser que com a vinda do Papa...
No dia 11 de Maio todos os monumentos e sítios dependentes do IGESPAR terão acesso gratuito por ocasião da visita do Papa Bento XVI a Portugal.
Os palácios nacionais, museus e sítios tutelados pelo Ministério da Cultura terão também acesso gratuito.
O despacho de S. Exa. o Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, justifica tal decisão com a importância política, cultural e religiosa da visita do Papa Bento XVI e, ainda, a perspectiva de a ocasião poder propiciar à população nacional e aos visitantes estrangeiros tempos de maior disponibilidade para o lazer espiritual e enriquecimento cultural (...). (Vd. Despacho aqui)
Esta abébia terá que ser conciliada com a tolerância de ponto dada aos funcionários públicos em Lisboa, para a tarde de dia 11 de Maio. (Dia 13 há tolerância de ponto a nível nacional e no dia 14 de manhã, apenas para os funcionários públicos do Porto).
Posto isto, apetece-me tecer os seguintes comentários:
- Os funcionários públicos que trabalham nos monumentos, sítios, palácios nacionais e museus vão ter o previlégio de, uma vez mais, serem entalados (para não utilizar o vernáculo) em relação aos seus congéneres;
- O Papa é um sujeito pouco solidário. Sim... é verdade. Se fosse um gajo pachola, e considerando que só há tolerância de ponto no sítio por onde sua Eminência passa, faria um périplo tipo Volta a Portugal em Papamóvel, para que todo o miserável funcionário público pudesse usufruir de maior disponibilidade para o lazer espiritual e enriquecimento cultural, indo, por exemplo, à praia, fazer um piquenique com a família, ou até - porque não? -, passar a tarde no tasco lá do bairro a beber mines e a comer torresmos à desgarrada durante uns riscos de bisca dos nove.
- Sendo dia 11 de Maio uma 3ª feira e dia 13, forçosamente, uma 4ª feira, está-se mesmo a ver a malta a meter uns dias e a ir de vacances para os algarves, com ou sem fim-de-semana incluído. Mas tudo bem! haja tempo para o lazer espiritual.
- A única coisa de verdadeiramente positivo que me parece ser possível retirar de tudo isto é a abertura gratuita dos museus, palácios, monumentos, etc e tal. Tenho a certeza que, em sequência do maior afluxo de fiéis às igrejas de de Lisboa durante a tarde de dia 11 de Maio, o Patriarcado de Lisboa não deixará escapar a oportunidade de fazer passar a cestinha das esmolas para reunir uma verba solidária que permita (pelo menos) aos museus adquirir um mísero tonner para a impressora que é comum a todos os serviços, ou, o que já não é novidade, poder adquirir papel higiénico para as suas instalações sanitárias.
Perguntar-me-ão: Mas como é que nada disto ainda veio a lume? E como é possível a Senhora Ministra da Cultura afirmar em recente entrevista que os museus em Portugal nunca viveram uma situação financeira tão desafogada?
À primeira pergunta respondo-vos que tais situações não foram ainda tornadas públicas porque os Directores dos nossos museus são (quase todos) verdadeiros milagreiros. (Podiam aproveitar a presença do Papa para os canonizar!). Ainda se argumenta que os nossos museus precisam de gestores? Numa discussão mais aprofundada diria que sim. Mas olhem que os actuais titulares, muitos deles sem qualquer competência técnica nessa área, não são nada maus...
À segunda pergunta... não sei responder. A menos que a Senhora Ministra viva no 5º anel de Saturno e venha à Terra só para assinar o Despacho.
Milagres... precisam-se!
Pode ser que com a vinda do Papa...
O Papa Bento XVI quando participava nas vindimas.
Douro - 2009
21 abril 2010
19 abril 2010
18 abril 2010
Citações
Miguel Sousa Tavares (...) defende-se contra aquilo que o preocupa: que as declarações de impostos venham um dia a ser públicas. Disso, o moralista, o inquisidor, o santinho, o infalível, o iluminado, o atormentado, o pecador, o egocêntrico - em suma, o padreca sem fé do século XXI - tem medo.
Pedro Tadeu
in Diário de Notícias
Ora tomem lá este exemplo e ganhem vergonha nessas caras. Corja de sanguessugas...
Pedro Tadeu
in Diário de Notícias
Ora tomem lá este exemplo e ganhem vergonha nessas caras. Corja de sanguessugas...
17 abril 2010
Afinal elas já nascem assim.
Estamos lixados! Não há nada a fazer...
Mostrei este post à minha vizinha de baixo que me respondeu:
Mostrei este post à minha vizinha de baixo que me respondeu:
O que me leva a concluir que, com o avançar da idade, elas vão passando por vários métodos de expressão.
Tenho que aprofundar esta temática...
Caminhada na Arrábida
A caminhada de hoje à noite ficou para o próximo Sábado.
Vamos deixar secar o terreno.
O ponto de encontro é no terminal de autocarros em Palmela, por volta das 22 horas.
Nada de baldas!...
Vamos deixar secar o terreno.
O ponto de encontro é no terminal de autocarros em Palmela, por volta das 22 horas.
Nada de baldas!...
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