Na passada Sexta-Feira tracei azimutes para Norte e rumei a terras do Alto Douro vinhateiro.
Motivo: um casamento; o segundo para cada um dos noivos (ele há gente teimosa hein?...).
Ainda nesse dia houve o tradicional jantar oferecido pelos amigos. Coisa de pouca monta, realizada num quintal em Tabuaço: um porco inteiro a assar no espeto e um panelão (daqueles de rancho para regimento de infantaria) a transbordar de caldo verde. O vinho, tinto e caseiro, como não podia deixar de ser.
De regresso à Régua, ou mais exactamente, à margem oposta do Douro fronteira à Régua, instalámo-nos na esplanada do bar do hotel. Sob um céu estrelado e gozando a brisa morna da noite, bebericámos um
Porto Quinta do Castelinho de 20 anos, capaz de suscitar inveja aos astros. Ou foi da barriga cheia ou dos vapores etílicos: juro que a Ursa Maior me fez um manguito!
Sábado: casamento em Tabuaço (antecedido por uma visita-relâmpago ao
MIDU - Museu do Imaginário Duriense, que fica logo ao lado do Tribunal e da Conservatória do Registo Civil); almoço em Loureiro: alheira, morcela e presunto; bacalhau
à Varanda; cabritinho no forno; vitela assada
à regional; morangos silvestres (são apenas os meus destaques para uma ementa mais extensa).
Saída de volta ao hotel a tempo de umas braçadas na piscina, rezando para não ter nenhuma congestão...
Hora do jantar (sim! home qu'é home não arrenega a hora de qualquer refeição) e a minha intuição prevaleceu sobre a aparente asneirada do voltar a comer bacalhau. De modo que lá marchou mais uma posta comedida do
fiel amigo, com broa perfumada e assente numa base de puré de grão coroada por espinafres escaldados (no ponto), tudo cercado por uma mancha de azeite
gourmet e vinagre balsâmico (que não fazia parte do prato mas a malta também não é parva e sabe umas coisas sobre a arte de bem esgravatar toda a gamela...). O modesto repasto acompanhou uma garrafa de Quinta do Castelinho, tinto de 2008.
Depois da janta... bem... depois da janta morreu mais um
Porto Castelinho de 20 anos.
Não sei se foi da comodidade do
sommier, se do cansaço, (da pinga não foi certamente), dormimos na companhia dos anjos, revigorando o corpo e o espírito para um Domingo de cariz cultural que começou com uma ida a Peso da Régua, à loja da
Quinta do Castelinho, para
comprar Portos e vinhos maduros.
Seguiu-se uma visita a Barcos, onde o Sr. Padre Luís, pároco local há 43 anos (um poço de conhecimento da história local e um exemplo vivo de empreendedorismo e amor à terra), interrompendo o seu almoço, fez questão de nos conduzir numa visita pela igreja matriz local - templo românico que data do século XII -, pela
Casa da Colegiada, pela
Casa da Roda e pela zona velha da vila. Seguiu-se uma visita à igreja (também) românica do Sabroso e, já em Tabuaço, com a ajuda da Dª Luísa (fiel guardiã da chave do templo), pudemos desfrutar da magnífica igreja matriz local, onde se encontra um dos mais belos altares em talha dourada existentes em Portugal.
Fotografias, links de interesse e outras larachas, só mais logo. Agora fico-me por aqui porque antes de deitar ainda tenho que abrir uma garrafa de
Porto, não vá o vinho estar estragado e eu ter que regressar à Régua logo pela manhã.
Beijos e abraços, consoante as preferências.